2009: Ficamos entre os 100 do Top Blog

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Os segredos de Fátima..


Hoje é o último dia que escrevo, quer dizer do ano. Quem diria 12 meses...quantas primaveras? Quantos sonhos?
É bem verdade que todos nós, mesmos os céticos, estamos acostumados à esse ritual onde reavivamos a esperança e apostamos nossas fichas no “novo”, porém não numa cabeça nova...Queremos o novo, a partir de velho...e na verdade, o verdadeiro novo sempre nos assusta...
Somente aqueles que sofrem muito, não gostam de rupturas e custam a superar seus medos com as novidades reais...
Geralmente, na passagem de ano, as pessoas dão uma trégua na mortal língua, deixam de se preocupar com a vida alheia e por conseguinte com julgamentos sobre os demais...Talvez se cansem da hipocrisia, da política de sorrir ao réu e depois condená-lo ...Bem, até Cristo, que considero Santo, não escapou nas inconveniências do olhar rústico e cruel do outro...
Talvez, com a evolução da tecnologia, com o conforto da vida num mundo industrial, as pessoas liberadas de fogões à lenha e de sapatos engraxados à mão, agora tem muito mais tempo para futricar, blasfemar, do que anteriormente.
Deuses que nos regem...por favor, diminuam isso porque devido à língua alheia, já estamos no inferno... só não sei se é tão chic como o de Dante..
O século XX foi marcado pela difusão do individualismo e o século XXI está sendo marcado pelo extremo narcisismo...Todos são os melhores, os mais bonitos, os mais gostosos...Estética, ilusão, fantasia..
A TV mostra a retrospectiva...com pouquíssimas coisas boas...
Agora estou escrevendo de um belo hotel em Maresias, vila de São Sebastião..Muito bom estar em contato com o gigante e arquétipo mar...Sentir seu cheiro, seu sabor, seu toque ritmado, então não posso dizer que estou imersa no inferno citado acima...porque partes significantes da natureza me acompanham e parecem me dar forças para esse novo ciclo que está se aproximando..
Considero-me feliz porque ainda estou aqui celebrando essa data..e gostaria de pedir à deusa, princípio feminino do universo, que assopre sensatez e lucidez, caso seja difícil soprar fraternidade aos homens de boa vontade...ah! e por favor também gostaria de emagrecer e ficar musculosa...
Ah! A foto é de Paineiras imperiais e foram fotografadas na minha escola e qualquer relação das belas árvores com o texto escrito não é mera coincidência...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Final de ciclo...



Está acabando o ano e isso não é novidade alguma até que nossa vida ou o nosso planeta se finde, dentro desse universo, que já não temos tanta certeza se é finito ou infinito..

As pessoas estão se atropelando, ansiosas, nervosas e na escola já estou me despedindo do cargo da coordenação, pelo motivo de ser de 8 horas e não atender minhas expectativas financeiras..Na verdade, estou no tempo certo para trabalhar menos e ganhar muito mais. Não quero mais correr, quero objetividade e prazer...

Nesse teatro, nos chega uma avaliação. Essa não era para nós, mas para que os colegas nos julguem e dêem uma nota...Óbvio que nos deram de 0 à 5, no máximo 4. No entanto, acho que não dá mesmo para ver o contexto de toda história, geralmente enxergamos apenas por partes..Poucos podem ter acesso às dificuldades sofridas no curso e qual a munição que tínhamos no momento......É bem fácil julgar o outro quando ele está exposto, mas quase impossível julgar a nós mesmos, afinal somos semi-deuses. Não gostei de ser julgada, porém todos nós somos, mesmo não gostando.. Depois vi, sem querer, uma professora amiga, falando de mim até ela perceber que eu estava do lado...Mas, o que seria de nós se não observássemos a vida alheia?? Ah! Em outros momentos morreria de ódio, esperaria loucamente pelo rebote, mas depois de quatro décadas de existência: Deixa para lá! Será que nosso valor está apenas no olhar irregular e instável do outro?

Agora quando chegar ao nosso último dia de trabalho é possível prever abraços, cumprimentos, beijos, abraços, como se, em um dado momento, uma trégua histórica fosse realizada...e tudo graças às antigas religiões que, em essência, pregaram a “volta do homem à Deus” ...Incrivelmente temos os mesmos sonhos no final de cada ciclo, pedimos que as coisas mudem..mas, fazemos poucos reconhecimentos de nossas falhas..Uma é acreditar que existe um período para a concórdia e que ela só vem depois de muita guerra. Aliás, a sorte é que estamos divididos em línguas diferentes e nem todos conhecem a linguagem dos sinais .

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A rotina e seu irmão gêmeo: O hábito

Um time de basquete veio ocupar partes da área de minha escola. Mas que coisa! Colchões ao chão, um único chuveiro funcionando, sem tv e eles irão ficar. Pergunto se os técnicos não deveriam dizer: Assim meu time não joga nem amistoso. Porém, tudo é "conformável". As pessoas aceitam o que julgam ser maiores do que elas, ou seja, a estrutura antiga. Por outro lado, poucos percebem o sofrimento alheio, porque sofrimento só é real se existe na própria pessoa. Desconforto alheio não existe. E as pessoas caminham mais se esquivando do que poderiam enfrentar, mais fingindo viver do que vivendo...A vida as vezes é uma fraude, pois não acontece e parece que apenas o que não acontece, existe.
Estamos regredindo à postura de animal solitário. Aquele que nem é político, mas quase político, se mascara bem para a vizinhança para ter paz. Daqui a pouco irão querer o prêmio nobel por qualidade de máscara...
Eu penso que durante as décadas de 60 e 70, tivemos ênfase maior ao coletivismo e às atitudes solidárias, havia união política..
Todavia, aos poucos, a TV colorida nos reportou às nossas próprias sensações, nos fez acreditar que apenas do "eu" sairia o mundo...As pessoas se fecharam em casas, depois em quartos e agora numa telinha de celular MP4..
Não penso que devemos viver protestando politicamente ou fazendo greves, porém penso que estamos nos esquecendo, perdendo o Arqué coletivo...
Se todos dissessem: Não iremos fazer isso ou aquilo e cruzassem os braços, óbvio que a situação teria que melhorar...Se alguém dissesse: Não irei viver assim, não me conformo com isso, poderia se tornar um exemplo.
Todavia, gostamos da rotina, parece que ela nos dá segurança e tudo que é contrário parece ser ameaça...
Não imaginamos que abaixo de nossos pés a terra arde, vulcões imensos se formam, terremotos se aproximam...E a ironia é que, mesmo se soubéssemos, esqueceríamos minutos depois por força de outros hábitos..
Acostumar-se não é uma boa habilidade para seres humanos. Deveríamos estudar biologia para entender que os únicos dinossauros sobreviventes foram os que mudaram seus hábitos, mudaram inclusive seus paladares. Comeram até o que não era digerível, numa atitude extra de manter os músculos funcionando, mudaram de ambiente, porque pressentiram que a água farta ali, iria acabar em breve..E se alguém estudasse história, veria que os unicos milionários durante a queda da bolsa de N. York, na década de 30, foram os que formaram associações, os que investiram em produtos que ainda nem se conhecia..Isso, a vida é o risco do novo.
Parece que a maioria só se movimenta se sentir dor, mas não qualquer dor suportável, só aquela que é mais forte que nossa vaidades... A dor insuportável é a que parece nos tirar da rotina e enquanto ela não for assim, parece que a toleramos amigavelmente.
O hábito é um péssimo costume e é ser inútil para si mesmo..

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A importância da vida alheia

Por que a vida alheia é tão importante??


Todos dizem que não é importante falar da vida alheia mas, com certeza, essa prática é tão milenar quanto a escrita, sem contudo, dizer que parece dar muito prazer pois mesmo sabendo ser eticamente errado, ninguém consegue parar.

Temos de nos preocupar não com o que entra pela boca, mas com o que sai e parece que esse mal não dá tréguas para nossa espécie.

Não precisamos de muito tempo, apenas um momento de espaço vazio para lá estamos nós fofocando, comentando algo que não acresce conhecimento..Tudo caminha assim, você fala de mim, eu falo de você e com certeza alguém fala de todos nós..No entanto, ficamos irratadíssimos quando nosso nome é falado e ignoramos que somos eternos alvos..

Apreciamos a crítica aos outros, Van Gogh soube bem o que era isso. Ninguém consegue se defender da boca alheia, ela é invisível..

Agora deixarei esse assunto monótono de lado, porque não faria sentido dizer que estou irritada porque falaram que minhas roupas estavam curtas, para dizer que estou sofrendo horrores com uma dor lombar que de uns tempos para cá não me dá trégua. E essa dor, que ainda não sei a procedência, não me permite ficar muito tempo aqui na máquina digital.

Assim, concluo que poderei ter um prazer inefável, não quando eu falar de alguém, mas quando essa dor passar...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Formandos, formados..


Mais uma turma de terceiro-anistas irá se formar na escola. Acho que irei ser mestre de cerimônia e com certeza será interessante.. Essa é a responsabilidade de ser exposto pois todos que são expostos também são julgados...
Fico aqui a pensar e a lembrar de como foi comigo ..
O que é estar deixando a escola?
Entramos por essa porta empurrados, forçados, no mínimo persuadidos de que teremos essa primeira obrigação...No meio do caminho alguns gostam de estar lá, outros fugirão..e esta é uma meta obrigatória..
A escola não é muito democrática embora esse seja seu lema lendário e histórico. Ela se divide em grupos, em elites, em pensamentos e até em irracionalidades...
Quem cumpre a obrigação , descobre a duro preço que era apenas uma etapa, que ainda tem faculdade, pós graduação e depois a busca pelo emprego desejado que não vem para todos...A maioria , sem tempo de espera, acabará se entregando ao que existe de momento no mercado de trabalho, sem dizer da competição desleal, da chamada "cartolagem" ou "Q.I - quem indicou" no campo de empregos..
Muitos Einsteins não passaram por escolas e resolvem melhor do que ninguém a incrível fórmula pós-moderna de como sobreviver com tão pouca renda ou nenhuma..
Parafraseando Brecht "O que seria dos engenheiros se não fossem os pedreiros"? Bem, parece que é mister das escolas formar líderes e convencionar lideranças..
No entanto, por hora, vamos esquecer Harvard e pensar na formatura de terceiros-anos, onde parece que surge a soma de todos os sonhos..
Alguém se lembra de seu primeiro dia de aula, aos sete anos? Quando viu aquele monstro de prédio, com corredores parecidos com labirintos, pisos que pareciam infinitos, crianças estranhas e adultos que poderiam ser maus?
Nesse dia provavelmente a criança, tímida, segurou a mão da mãe e chorou...
Não queria entrar ali não..queria voltar para a casa..
Foi preciso um empurrãozinho, deixar que o choro rolasse para que a criança entrasse.
Foi o primeiro e mais significante passo para a independência..
Ali, na escola, ela agora seria alguém, embora tivesse um número que a identificasse (Ah!essa parte é a pior) . O número 12 da chamada é Cecília (é para dar sorte?) . Só com o tempo, o nome vence o número...
Hoje, o prédio se tornou pequeno, dá para ver a rua de novo...As crianças se tornaram amigas próximas e agora se relativizou o tamanho dos adultos..
Ali também foi a primeira paquera significativa..
Quando esses terceiro-anistas partirem, com o saldo de 11 anos, onde diariamente 5 horas eram vivenciadas ali, haverá lágrimas de emoção...Quem diria a criança que chorou para entrar pela primeira vez na escola, agora chora, abraçada com seus entes, para sair..
Medo?
Medo é acompanhante de nossos limites, ele diminui conforme crescemos..Portanto, não existem monstros. Nós é que ainda não crescemos acima ou à altura deles..
Crianças são obrigadas a ir para a escola porque não podem "responder" por si, não são responsáveis, ainda estão anatomicamente e socialmente em formação e ai vem as convenções sociais e tentam defini-las. Mas crescendo, consciente de si, as obrigações passam a ser escolhas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Explicações sobre a ausência



Caros (possíveis, pois ainda não sei se existem) leitores;
Não escrevi nesses últimos dias pois meu tempo se afunilou ainda mais com vários tipos de novos problemas: cobranças de relatórios na escola, discussões fúteis por TPM ou “excesso de vaidade” com colegas de trabalhos, namorado que acaba relacionamento (e como fui atrás dele, voltou), filhos que estavam em semana de prova e outras coisas..
E agora nem acredito que estou aqui sentada nesse PC escrevendo, com a ajuda do BrOffice. E estou feliz por isso.
Nada como ter um momento para si próprio, não há dinheiro que compre ou dívida, que temos que pagar, que nos tire esse sublime prazer.
Estou só comigo mesma..
No entanto, o difícil é saber que posso passar até décadas sem escrever e a aparência do mundo não muda ou resiste ferozmente à mudanças.
Enchentes em Santa Catarina, pessoas desabrigadas. Fatalidade da natureza, entretanto, a destruição natural é bem menor do que a dos homens, como provam os terroristas que atacaram a população civil em Bombaim na Índia. Por outro lado, Shoppings lotados, pessoas se aglomerando e o consumismo se tornando a última reza...Sobre isso acho que uma crise financeira só será suficientemente grande quando alcançar os Shoppings..
Alguns chegam a pensar que uma catástrofe, como a prometida pelos Mayas para o ano de 2012, tem que acontecer. Assim, a população se reduziria e haveria a esperança de que os maus sucumbam, mas e se forem justamente eles que sobrevivam?
Na Bíblia está escrito que os mansos herdarão a terra. Tenho essa esperança! Mas, quando ela diz que os “puros de coração verão à Deus”, ai já me preocupo, pois além de eu nunca conseguir um coração puro, também nunca conheci quem tivesse. Todos nós estamos envoltos à futilidades, picuinhas, vaidades...É gostoso e dá prazer fazer fofoca do colega, assistir à tragédias pela TV, comendo lanches e outros querendo comprar um novo carro para mudar de cara...E coração é algo que, graças à medicina moderna, sobrevive à AVCs, porém, não ao individualismo pós-industrial.
Mas, afinal porque os poetas miraram o coração? Provavelmente por ser um músculo real, que bomba sangue e energia para todas as regiões ou porque ainda não sabiam dos "poderes" neurológicos..
De qualquer forma, adotamos o coração como modelo de sentimentos e ultimamente parece que estamos caminhados para corações de pedra...
A violência da França de Robespierre ou do 3o Reich, para alguns, hoje, não seria mais do que um fato banal.
Bem, assim como existem espécies que não conhecemos e quando conhecemos as chamamos de exóticas, também devem existir os "puros de coração". E eu espero realmente que existam e que possam ver à Deus ...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fui roubada?

Ontem-ontem, em uma correria fenomenal: Dar HTP´s, fazer super mercado, voltar para a escola e concluir que o dia foi mais ou menos assim: Você discute com o grosso de seu colega, que fala muito, mas não tem leitura nem bases e você nada consegue, além de uma fútil discussão, ou, o namorado te larga, mas quer você para amante, provavelmente porque sexo e sentimentos não estejam mesmo tão ligados...
Eu estava num desses dias escrito no "Segredo", onde tudo se inicia errado e parece que num efeito dominó, a situação alcança o pico.
Deixo o carro e saio correndo com muitos papéis e tentando me esquivar do diretor, pois ainda posso levar uma bronca pelo atraso. Porém, tudo parece estar bem até eu voltar ao carro para pegar meu celular e perceber minha bolsa em um lugar que não deixei. R$10,00 caído embaixo do banco. Mesmo assim não acreditei em nada mal e tentei achar o celular. Não encontrando-o, liguei para ele, para ouvir o som, que só eu tenho (tinha) de uma música flamenca. Mas, deu caixa postal. Então, acredito! Fui roubada. Levaram o celular e uns R$ 80,00.
Óbvio que me veio o desespero.
Atualmente, em coisas pequenas, como num chip, costuma caber partes consideráveis de nossas vidas. O número de meu celular já estava em muitos contatos que fiz, sem dizer que seu som me ajudava a acordar de manhã.
Mas quem seria o terrível ladrão?
Foi visto no local um garoto, melhor um garotinho. A criança tem uns 9 anos. Alguns o conhecem. É da periferia. Não vai à escola, vive nas ruas, mesmo com mãe. Usa crack já há um ano. Não é traficante, mas é "furtante".
Pensei em Drummond, quando dizia em "Favelário Nacional": "Não tenho medo de sua faca ou revólver mas tenho medo que descubras o quanto não fui teu irmão e não me custava muito ter sido"..
Mais do que eu, essa criança já tinha sido roubada. Foi excluída do próprio lar, pela sociedade primeira, a família..
Deram-lhe apenas um nome e tiraram-lhe toda a dignidade e direitos que um vivente deve ter.
Pior, enquanto o processo se realiza, todo mundo vê e a única atitude é esconder bolsas.
Pagamos em conjunto, o preço alto da indiferença pela nossa própria espécie e seria tão mais barato sermos irmãos..
Crianças não morrem mais devoradas por animais, como no período das savadas. Nós somos seus devoradores indiretos..
Eu me calei, enquanto aquele garotinho era roubado. Eu roubei de minha mente e de meus juízos sua imagem inocente e dependente de nós.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

40!! e Parabéns à Obama


Pois é, semana passada, em vez de dezoito, fiz quarenta anos, no dia 28 último.
Que estranho! Não é como passar por um dia, é como ficar de frente com uma novidade: Estou pelo menos na metade de minha vida util. Então, é preciso reavaliar algumas coisas, já passadas, para interpretar essas quatro décadas.
Me lembro como se fosse hoje, que, no trabalho, em uma indústria química, na data de meu niver, o meu superintendente veio me cumprimentar e disse "- Dezoito? Passará bem rápido!". Será que o safado me rogou praga? Ou apenas dizia a verdade? Embora tenhamos a sensação de que o tempo está parado, percebemos a carteira de motorista tirada aos dezoito e que dura vinte anos, que já está na hora de ser renovada. Sem dizer que vem a lembrança daquela professora da 8a série, chamada Maria Rita, que disse: "- Olha, estamos na década de 80, mas, um dia dirão para vocês: "- Vocês não sabem nada, pertencem ao século passado". Nossa! Na época, ao ouvir tal premissa, nem me importei, porque não tinha nem quatorze anos e não conseguia prever o que era mudar de século.
Maravilha! Agora já mudei de século.
Muitos relutam em não assumir ou reconhecer a sua idade e com isso, anulam sua vivência. Esse grupo sempre vem com o mito de que idade está na alma, mas, isso, para alguns, é contraditório, porque negam ativamente a idade física do corpo. Não percebem que os músculos não são mais os mesmos, que os culotes insistem em se acumular (mesmo com Lipos), que as corridas terão que ser reduzidas por falta de fôlego e que aquela roupa apertada é muito desconfortável . Acredito que o consumismo e o utilitarismo ajuda nesse valor, afinal velhos produzem menos e consomem menos.
Então, a estética do belo é voltada para o jovem? Acima dos 30, 40 ou 50, a beleza estaria em apenas ser um avô bondoso??
Estamos na ditadura de uma estética, onde a idade é, por muitos, camuflada ignobilmente e querer ser maduro reconhecidamente, parece que é sinônimo de falta de sensualidade ou desejo de vida.
Assim, a minha geração, que já foi chamadade Hollywood, coca-cola, é agora chamada de Super Renew (para poucos homens que não sabem, é um creme da Avon, que promete repuxar tudo).
Repuxamos a cara, tomamos fórmulas novas, para novamente, sermos aceitos em um grupo "moderno". Já fumamos demais no passado, para também sermos inseridos no grupo do colégio.
Em pensar que agora parecemos entrar realmente na Idade da Razão, onde a compreensão sobre tudo nos vêm, quando percebemos a inutilidade de certas lutas. Não lutar, dá mais resultados..
Antagonicamente, não queremos compreender nem nosso fiel e mais próximo amigo: O corpo. Temos vergonha dele e de como está se transformando rápido. Queremos esconde-lo por uma vaidade medíocre. Deixaremos esse corpo realmente doente porque nos recusaremos a procurar um geriatra que nos dê dicas, porque um professor de academia pode trazer resultados mais "visíveis".
Não teremos a coragem devida para reconhecer o cansaço desse corpo que já fez muito: Subiu em pé de jabuticabeira, ralou os joelhos em bicicleta, correu dos serventes de escola, fez sexo em quantidade para descobrir a qualidade, experimentou o sol das praias ou piscinas.
Um corpo que já viu muito do mundo pela pele e que agora pode estar cansado porque existe o tempo físico sim.
Não obstante, já servi (e em partes ainda sirvo) à esta ditadura estética. Já passei fome em frente às comidas que eu mais desejava, já fiquei torrando no sol do meio-dia por acreditar que era o jeito mais rápido de ter marcas de biquini, já tive os cabelos tão repuxados que os olhos ficaram orientais..e se me devolvessem o corpo de vinte, eu só ficaria mesmo com ele, se também me fizessem uma lavagem cerebral pois meu espírito não caberia mais num corpo de vinte..
Ainda estou em transformação e sei que são paliativos os "reparos" estéticos...Porém, fico imensamente feliz por ter vencido. Conquistei conhecimentos e não me transformei em uma criatura medíocre ou fútil. Meus olhos ainda vêem, com espanto, o espelho, mas agora sou personagem principal e não mais platéia das cenas que o vento levará.
Num período posterior, sobrará lembranças e depois, creio, que estas se tornarão confusas e deixarão paulatinamente de existir..O sabor de já saber de tudo isso antes, é estranho mas necessário, pois a luta não parou, apenas está se definindo...

Para algumas coisas, me são significantes quatro décadas, uma é saber que a injustiça sócio-internacional não é para sempre. Eu assisti à filmes como Malcom X, vi negros na década de oitenta serem surrados na África do Sul e o consequente movimento do Apartheid. Vi o país da "liberdade" (pelo menos tem a estátua) tratar seus cidadãos afro-descendentes com guetos e impunidade aos fazendeiros sulistas. Agora, Obama, um negro super charmoso, bonito e simpático, ganhou a presidência. Até José Saramago, disse que o fato foi uma revolução. Esse foi um verdadeiro presente de aniversário. Viver o suficiente para saber que as coisas, mesmo as mais antigas e repugnantes, mudam de alguma forma. As pessoas, mesmo que depois de muito tempo, acabam não se conformando com o que não concordam.
"Tudo ao seu tempo"..Fui sortuda, atravessei o século e vi os oprimidos e que tinham sede de justiça, chegarem ao poder. Agora resta saber se estes serão melhores dos que os antigos opressores ou se opressão não é o mau do mais forte . Parabéns para B. Obama!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Never More...

Hoje eu escutei um professor de Biologia dizer a seguinte frase "- Quando meu pai morreu, descobri o significado de "nunca mais".
A gente diz "nunca mais" sempre, mas será que sabemos o que significa? Pois "nunca mais" é o fim de todas as chances.
Eu digo: " - Nunca mais quero vê-lo novamente" e o vejo dois dias, depois quando ele volta com a história mais hilária que há, digo novamente " - Nunca mais cometerei esse erro".
"Nunca mais". Frase forte e banalmente falada..cujo sentido exato é o desaparecimento total e irrestrito. É a ausência permanente.
"Nunca" é a palavra, que por mais que seja dita, não a entendemos ainda..

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A July II


COmo deveria esperar, a July, a York da Lê, que tinha fugido e foi reencontrada, estava grávida.
Ontem nasceram dois filhotes, mas um problema: um deles, o primeiro, era grande demais. Nasceu parte de seu corpo, o resto entalou. Corremos à veterinária da Av. Cillos, porém, ele não sobreviveu..
Então, correu-se para fazer uma cesária. Saiu mais um filhote, bem menor, um macho e ela perdeu o utero . Eu queria que se chamasse Sam, mas todos acharam muito feio esse nome.
Agora mãe e filho estão aqui.
Eu não queria ter um cãozinho macho dentro de casa, pois sei que minha casa corre o risco de virar um chiqueiro. Iria vende-lo. No entanto, uma vizinha sabiamente me disse "Vida em movimento não se vende". Pensei seria eu ignóbil?
Sei que a Lê não dará conta de cuidar de mãe e filho, com o tempo eles vão perder espaço para os seus jogos multimídia. Porém, as vezes mãe tem que pensar e agir rápido, ou ter respostas convincentes. Por quê será que as pessoas se ligam tanto em cães?
Deve ser porque, por instinto, perderam a fé na nossa própria raça. Qual é a raça dos lobos?
Ah! e os Ets não passaram pela terra, pelo menos ao ponto de serem filmados por celulares.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ela, Ele

Hoje acordei meio "desorientada". Como as coisas do coração são irracionais e, quando são racionais, deixam de pertencer ao coração e se tornam conveniência e concordata, tive uma noite de três horas de sono.
O motivo é que acho que ele não pretende continuar a relação.
Nossa relação tem quatro anos, mas sempre teve o famoso "vai e vem". E cada vez que ele ia eu enlouquecia e achava que o circo podia baixar suas lonas. Porém, dessa vez, acho que estou preparada. Afinal, depois de muita insistência, da minha parte, em todos esses anos, acho que me dei por vencida. A luta por alguém tem seu limite no exato momento em que descobrimos que precisamos ser irremediavelmente amados e qualquer coisa menos do que isso é apenas especulação.
Tem pessoas que acreditam que por amor não se luta ou mendiga. Amor, ou, se tem, ou não se tem. E quando a lógica entra, como está entrando agora nos meus escritos, já deixou de ser atração, desejo ou completitude.
Bem, eu também tenho erros, talvez seja por isso, que ele também não se apaixonou. Eu sempre, narcisista, esperei demais de um par. Fantasia é outro ingrediente que nos limita pois ninguém é obrigado a ser príncipe. Nos instantes em que eu fantasiava, o Ser desejado se tornou comum. Não tinha como atender às minhas expectativas.
Parece que no atual momento, estamos no famoso "empurrar com a barriga", "deixar como está para ver como fica" e tudo isso por medo de uma solidão funesta, por medo de sermos somente um, sem ter posse sobre outra pessoa.
Abdicamos de nossa liberdade individual, mas não deixamos de deseja-la.
Ah! Acho que ele está liberado para ser feliz sem mim e assim também estarei liberada, afinal a vida útil passa tão rapidamente. Quando formos acertar as contas com nosso Ser, nosso Eu , só restará mesmo uma pessoa unica cobrando fidelidade.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Os adversários de Speedy Racer

Desta vez, resolvi aprisionar meu pensamento e correr aqui, antes que ele se vá com a sobrecarga de memória, que não é RAM ...
Estou vendo minha sutil classificação nos vídeos concorrentes da Promoção de vídeos Sky, no Youtube, incrível como uma mera competição desvenda qualidades armazenadas na personalidade humana...Muitos ali, estão nitidamente votando notas baixas nos concorrentes para que eles percam..Isso vale para pessoas de todas as idades, que já tiveram tempo de vida, inclusive para ir à Igreja, à escola ou ler as Declarações dos Direitos Humanos...
O ato de competir também é verbo e dita normas.
No meu trabalho, por ex., sou coordenadora, subi muito pouco, ou, mudei de situação funcional. É um parcial cargo de chefia. Porém, os colegas me cutucam o tempo todo..O difícil é que não é nem para se apossar do meu cargo, é apenas pelo condicionamento, arquétipo de fazer isso, com quem está em evidência. Dizem que postos maiores, como o de direção, o grau de competição é ainda mais forte e acabam os antigos amigos de trabalho, pois esses, na verdade, eram parceiros de situações comuns e já que a situação mudou, o vínculo fraternal acabou . Somos todos coniventes, quando a situação é comum e o inimigo real é o mesmo. Não obstante, a tendência é sermos heróis egoístas de causa própria.
Enfim, parece que a vida é competição, devendo começar, depois daquela dos espermatozóides entre si...Aliás, a biologia já provou que eles não competem ignobilmente, são na verdade uma equipe. Na competição entre espermatozóides, existe primeiro os "kamicases", com a função de ir na frente abrindo caminho, sofrendo as consequências de uma "invsasão. É só depois, que vem os tipos que nadam até acertar o alvo, mas, tudo isso é sincronizado...Não é como ser os adversários do Speed Racer, cujos carros tinham serras para cortar o pneu de quem estava ganhando, etc. Talvez seja por isso que a equipe de esperma crie a vida junto com um óvulo, que sozinho, nada pode construir..
Nossa vida é uma competição, entretanto, quando e onde isso começou, não temos certeza.
Na pré história, corríamos ainda em bando e nos uníamos para fugir dos verdadeiros gorilas...Não obstante, talvez quando saímos da savana, criamos casas e aldeias, logo depois as bandeiras que nos dividiram irreversivelmente...
Quando uma criança nasce, a frase real é "Bem vindo à competição, caro terráquio!. Você tem por volta de uns 50 anos uteis para realizar suas metas, boa sorte!".
Bem, depois dos 50 anos, os competidores começam a ser dispensados..
Será que os infernos são os outros (como diria Sartre)? ou o inferno são os competidores?

domingo, 5 de outubro de 2008

Um caco!!

Já votei e estou um caco..Das 7:00 h às 17:00 h, horário de trabalho de eleição...Ainda bem que a escola tinha garagem..
O que mais me preocupou, não foi tanto a percepção se aquilo era democracia, ou não, mas foi saber que o tempo não nos é nada democrático. Revi meus colegas de infância e pude perceber a crueldade que cronos causa aos desatentos...Não só no parâmetro estético, mas intelectual..Incrível como as pessoas acabam se acostumando a serem dominadas pelo cotidiano singelo e simples...
O tempo faz o que quer com todos os que se entregam, embora aos que lutam, ele só dá um certo prazo a mais, entretanto, com algumas alegrias significantes.
As pessoas vão engordando, acumulando gorduras, detritos de alimentos que desconhecem, se tornam ociosas e esquecem o quanto já correram imponentes, enquanto eram crianças.
Não querem mais enfrentar nada no mundo. Antes enfrentariam qualquer objeto que lhe ameaçassem.
A vitória do tempo parece ser o fim das reivindicações ...É como achar a vida natural, mesmo que já se esteja morto ..
Um dia, as contruções acabam e se pensa ter uma estabilidade..
Veja, o que é estável na terra?
Alguém já imaginou a incerteza das placas tectônicas, que estão por baixo de nosso chão?
Metade do mundo não sabe que o maior vulcão do planeta, o Yellowstone, pode nos levar à era do gelo, porém se soubessem, acreditariam que podem usar dois cobertores..
Ser apenas uma célula macro que se reproduz e morre é um destino pobre para um DNA.
No entanto, estou escrevendo isso tudo, para dizer que me assustei ao ver antigas colegas, que eram lindas, agora estão sem corte de cabelo e com a primeira roupa que encontraram sobre a mesa de passar...
É, o tempo não curtido, nos torna um caco..

sábado, 4 de outubro de 2008

Vou trabalhar nas eleições

É a primeira hora de 5 de outubro e depois de algumas horas, terei de me apresentar para trabalhar nas eleições para prefeito e vereador em Campinas. Na verdade, fui eu mesma quem se ofereceu de voluntária, pelo site do STE, já que dão dois dias de descanso no trabalho..Porém, agora analisando, creio que ficar das 7:00 h às 17:00 h, será tão intenso quanto trabalhar de coordenadora na escola..
Chamam, ao menos teoricamente, essa ação de votar na democracia...mas, eu tenho cá minhas dúvidas, até porque o voto é obrigatório.
Um paradoxo, algo que garante a democracia, ser obrigatório e não de escolha..Será que o Brasil seria outro se as pessoas não fossem obrigadas a votar e só votassem os eleitores que realmente entendem a política?? Enfim..!
Também não sei se a escola tem lugar para se guardar carros, já que o meu está sem seguro e comprei há 2 meses..O exercício da democracia é complicado pois os assaltos comprovam que o direito de ir e vir, fica no papel...
Lembro-me do "Diário de Anne Frank", quando ela dizia "Os judeus não podem andar de trem, não podem andar de bicicletas, não podem ir aos teatros..." . A segunda grande guerra acabou. No entanto, parece que nosso período pós moderno não permite que qualquer pessoa trafegue despreocupadamente a noite ou de dia. Com a crise social, a corrupção dos poderes, sair de casa, no Brasil, é sempre um risco. Existem assaltos, congestionamentos de carros, pessoas estressadas, pessoas neuróticas que perambulam pelas ruas..Vilões e mocinhos andam lado a lado, talvez por isso, é uma democracia...
Nossas urnas são eletrônicas, mas nossos políticos parecem ser sempre os velhos
barões do café, talvez barões das pizzas...
Os cargos públicos são criados e disputados à tapas..Até eu queria um municipal ou federal...mas, ainda não tive tanta competência, ao menos a de ser consideravelmente conhecida...
Agora vou indo e preocupada com um lugar para estacionar o carro..

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A chegada dos Ets

Well..
Amanhã recomeço e as férias se acabam. Ultimamente me sirvo de muitos diários pois com o passar dos anos, as tarefas se multiplicam, a memória física fica sobrecarregada e em resumo não damos mais conta de coisas cotidianas..
É como se o mundo, à sua forma, como uma onda gigante, quisesse nos arrastar.....Assim, a melhor forma de deixar tudo claro, inclusive questões que precisam ser resolvidas, é se valer de anotações. Não obstante, claro que é preciso também cuidados pois nem tudo pode ser escrito, mesmo que devidamente dentro da legislação vigente..
Palavras são armas (espontâneas ou manipuladas) e nunca houve uma melhor. Muito do que é vivido, se a memória consciente não conseguir carregar, é esquecido mesmo e talvez seja melhor, até para que não comprometa situações realmente novas...
Não estava antes com vontade de escrever, entretanto, a necessidade elementar de manter o bom funcionamento neurológico e lógico, me obrigam..
O assunto de hoje é que estava publicado no site da Terra que uma australiana ufóloga, conseguiu canalizar uma mensagem vinda do espaço. Segundo ela, no dia 14 desse mês (que é o do meu aniversário) naves espaciais, intergaláticas, deverão ser vistas nos céus do Alabama, EUA.
Muitos estão acreditando, outros estão rindo..Outros leram, mas ficaram totalmente indiferentes tal as variantes de seu cotidiano..
Na Discovey tem um programa chamado "Arquivos extra-terrestres" e mostra algumas "provas" da existência de sinais aqui na terra de tais seres...Parece que até o navegante, injustiçado economicamente, Colombo os via e registrou..No programa mostraram evidências que estão no mar e parece que há muito tempo, existem teorias bem argumentadas sobre isso..
Nessa linha, dizem que tudo nos é escondido, como o caso Roosevelt, para não alarmar a população..Estranho porque nem quando surgiu a AIds , a população teve significativo medo que pudesse comprometer sua rotina..
Existem filmes que mostram abduções, sequestros onde os ETs nos fazem de cobaias, exatamente como dizem que os laboratórios farmacêuticos belgas fizeram no Congo na década de 50 ou outros laboratórios ainda fazem..Também dizem que nos introduzem objetos metálicos e por eles nos controlam de longe...Será que seria igual ao chip que nossa espécie criou para carros e já está sendo testado em cachorros?
Será que acreditamos ou não em tais seres?
Bem, acho que tudo isso é um paradoxo...
Dizem que são seres superiores à nós, mais evoluídos...
Então vamos analisar o seguinte: O ser humano levou uns 500 anos, ou podemos contar desde o surgimento da máquina à vapor, para construir e praticamente destruir o planeta....A frota de carros per capita lançou o monóxido..As indústrias jogaram seus detritos nos rios e mares....As matas foram quase destruídas para virarem estantes e guarda-roupas..
O planeta visivelmente agoniza.....e nós? Nós comemos agrotóxicos, hormônios nas carnes e tomamos antibióticos..Portanto, penso que tanto a casa como o morador estão contaminados, sem dizer a contaminação por ira e desejo incontrolável de superioridade....
Por quê, exatamente, um "ser superior" iria nos querer? ou nosso planeta? se contaminados, principalmente pelo elitismo, literalmente, não serviríamos para adubo?
Mas eu tenho uma teoria: Será que os ditos ETs, não somos nós no futuro, que de repente encontramos o bom-senso, estamos mais amigáveis entre nós, desenvolvemos finalmente a máquina do tempo e voltamos para recuperar algo?. Assim, as aulas de história antiga seriam bem mais divertidas. Alguém aciona algo, e interativamente toda a classe do ano 5.000 dc, por ex cai, em 2008. Tempo e espaço sempre foram meras projeções humanas, talvez no ano de 5000 dc, isso já não tenha mais importância. Provavelmente são nossos descendentes distantes, tataranetos de nossos tataranetos, que querem aprender conosco...
Agora se são, porque estão, segundo dizem, fazendo alguns aqui de cobaia, deve ser porque mesmo evoluindo tecnicamente, além de um IPod, uma maioria ainda não conseguiu se desenvolver espiritualmente, ainda é má, tal qual seus ancestrais, que por egoísmo, coisificavam os demais (irmãos em DNA terrestre)...
De qualquer forma dia 14 provavelmente será o grande dia, talvez tão importante quanto o Dia D..
E se não tiver nada no espaço, além de nuvens...tudo bem, não será a primeira vez e das outras não perdemos nada.....
Os ETs signinificam aquilo que não conhecemos, o buraco negro existencial que não podemos compreender ainda...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Face to face


Não tenho escrito muito pois me anda faltando ideias, imaginação e criatividade para a escrita...Até parece que o nada me invade...O nada, que é o "não ser" ..

Acho que falta conflito..parece que é ele que nos edifica...No entanto, sem entrementes, irei tomar chá verde (está na moda) pois dizem que anima..Acho que meu "ânimus" anda acompanhando a BOVESPA, refém indefesa do Pacote americano, que não sabem se irá sair..

A última coisa útil e interessante que fiz foi criar dois vídeos no Youtube para concorrer à Promoção da TV por assinatura...Estava morrendo de medo de pagar mico, mas parece que o vídeo foi bem aceito. Eu acho que só tem o meu com imagem frontal, de rosto com fala. Estou tirando vantagens de que a maioria das pessoas têm vergonha de mostrar a face tal, tal complexidade de sua exposição. A maioria das pessoas faz até milagres, no entanto, não gosta de mostrar o rosto..

Faces parecem que são sagradas. Os Pré-colombianos fizeram várias e todas eram expressões de deuses. Cristo deu a outra face, o que ajudou na prova de fé, de que realmente, era um Deus. Na história não tivemos outros exemplos....

Face significa orgulho e precisamos dela, já que ainda pertencemos à categoria mortal em aprendizagem no Terra Colônia..

Face resume o ser humano, ao menos aparentemente. Inclui o medo de ficar face à face.

Muitos empregos se perdem por causa da Face, muitas amizades se desfazem, famílias se desunem, muita gente morre porque teve vergonha na face, por isso muitos escolhem esconder a face dentro de seus cômodos inertes, como telespectadores de novela...

Tem uma outra opção (mas também exige coragem): Pintar a cara. Eu pintei a minha, na época da Facul da Puccamp, na década de 90. Pena que naquela época não tinha câmera digital (ou celular com cam) para confirmar. Ah! Eu tinha certeza que estava protestando e estava feliz, afinal adolescente é reivindicação, além de ser dúvidas..

Enquanto isso, eu levo vantagem no meu vídeo do Youtube, pois sou a única que mostra a face, talvez porque a maturidade tirou muito da minha vergonha ante aos demais ou porque sou naturalmente sem-vergonha, embora com diferença ao termo "cara-de-pau", pois madeira não expressa sentimentos verdadeiros.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Minha alma gêmea

Ufa! Até que em fim, consegui voltar para meu querido diário digital...
Hoje foi um dia atípico pois consegui dormir e dormir bem de manhã, após levar as crianças na escola...
Hoje eu gostaria de falar um pouco de um amor (acho que todos tem um, não?)
Ele se chama Artur e eu não sei se é minha alma gêmea..
O que é alma gêmea?
O escritor Paulo Coelho diz que mora com a sua em Paris, tem outros que acreditam que a sua mora em outro planeta..Outros acreditam que irão conhece-la post mortem.
Muito complexo nos entendermos incompletos por muito tempo, aliás, essa era a concepção grega de Amor como totalidade...A palavra "total" veio da certeza, na antiguidade, de que éramos incompletos...
Na atualidade, acreditamos que somos auto-suficientes, mas sempre nos sentimos fracos e com a falta de algo que não é um pudim de chocolate...
O que fazer, se buscamos, buscamos e nos estressamos nesse caminho?
De qualquer forma tenho a certeza que sozinhos não somos muito. Sempre esperamos por algo e quando não temos mais a força da espera, surge o desejo de morte..É a espera que tem horizontes na vida, porque é disso que fomos feitos..
O Artur é um belo de um companheiro e eu o consagro a melhor alma companheira que tive.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Não precisamos mais de espaço

Hoje tive que levar meu micro, de apenas seis anos, mas acusado de já fazer "hora extra", para um técnico trocar seu HD.....Observei que minha TV também não está bem, imagens duplas, cor desreguladas, etc.....Pensei numa de cristal líquido, que vem baixando o preço a cada dia.
Antes, os fornos eram a lenha, agora os fogões já vem com acendedores...
Antes, os monitores de PC eram caixotes, agora fininhos, sem ocupar espaço considerável..
Antes, as TV eram caixotes, agora podem se fixar, como quadros, na parede...
Antes, era o vídeo-cacete, agora existem os MP5..
Antes, as câmeras eram Polaroydes gigantescas, agora, alguns, podem caminhar tranquilamente com uma escondida no bolso ou na blusa, isso se o minúsculo celular não fizer o trabalho....
Parece que haverá muito espaço vago...até as palavras, ou frases diminuem: PC, TV, CD, MP, HD...
Nossos códigos de linguagem estão sendo refeitos rapidamente assim como nossa rotina, agora condicionada a poupar espaço...
Sem dizer das construções que estão perdendo a parede separatória da cozinha e dos apartamentos de 56 metros quadrados, mesmo contendo três quartos ...
Não precisamos mais utilizar grandes espaços. Isso era coisa do século XIX..
Só me assusta um pouco o fato da terra um dia criar consciência própria e achar que nós também somos elefantes obsoletos.

sábado, 13 de setembro de 2008

Gerânios e carvalhos


Nessa casa alugada, para qual me mudei, tinham dois gerânios enormes no jardim frontal...

Porém, eu os olhava e depois de observar muitos jardins, achei que eles eram "bregas" pois estavam desgalhados...Cresciam demais....Não dava uma "visão bonita" ou "pacífica" da tranquilidade que o arquétipo de jardins consagram.....

Ontem, podei muito a planta, no espaço restante coloquei bromélias (planta da moda)....

Depois, vendo os galhos dos gerânios no chão, comecei a refletir...

Afinal, por que uma planta deve ser podada? Por que é feio estar com muitos galhos, em várias direções? Por que notamos a beleza de uma bromélia, mas não de um gerânio? Ditadura do paisagismo? Ou será que é porque nossos valores civilizados dizem que o belo é o que deve ser cortado, podado, que o natural e espontâneo é sem graça......?

Nosso senso estético, acha belo o que pode ser cortado como os Pingos-de-ouro e os mini-pinheiros de jardins, que jamais alcançam a altura natural.....

Lindos são os Bonzais, plantas gigantes, reduzidas à esdrúxulos vasinhos..Têm as raízes e folhas cortadas, possuem frutos e flores pequeninos porque se condicionaram a serem reduzidas ou não sobreviveriam.....

Assim também é a nossa espécie, acostumada às podas desde a infância, crescendo sem poder prolongar raízes e ramos, pois tudo tem que estar sob controle, inclusive nosso senso estético...

Poucos podem apreciar a beleza de um robusto carvalho na Alemanha, com sua força, abrindo espaço na floresta, alimentando vários animais e insetos, servindo de moradia inclusive para humanos....Um carvalho não está sob nosso governo, nosso desejo de controle...

Não gostamos realmente da natureza, mas do poder que pensamos exercer sobre ela. Aprendemos, desde o berço, a arte do controle excessivo..

Criamos a moda, as regras do belo, para sermos uniformizados...Porém, poderíamos andar em grupo mantendo parte de nossa espontanedade..

Por fim, nos tornamos reduzidos, pássaros com pontas das asas quebradas...dentro de nosso confinamento que se chama lar.... ou então de nossas próprias psiquês, que ainda lutam para se religarem ao cosmos unico..

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Bom dia

Bom dia, caro Diário!!
É sempre bom dizer "Bom dia", já que as vezes, parece que a categoria humanidade se resumiu em ser o carrasco da própria espécie.
Todos os dias temos que pensar antes de comprar: será que o preço está superfaturado? Será que haverá, conforme combinado, entrega rápida? Se você leva seu carro para revisão, fica preocupado se não irão quebrar uma peça, cujo defeito surgirá dali a alguns meses. Se você, por distração, perde documentos, fica na incógnita, se alguém não irá encontrar e utiliza-los para fins escusos. Se você ao médico, pensa se a receita dele não foi produzida apenas porque existe um acordo com um laboratório farmacêutico.
Pessoas trabalham muito (mais do que durante a Revolução Industrial ) e lazer, as vezes, se parece com palavrão. Vivem amontoadas em apartamentos com janelas minúsculas.
Ontem vi a Edleusa, inspetora da Escola. Estava correndo no estreito horário de almoço para fazer o almoço (bem irônico).
C0rremos para tudo e poucos são nossos prazeres. Acho que alguns nem percebem a hora da morte, porque não tiveram tempo para entender que estavam vivos.
Adoro filmes de zumbis, mortos-vivos, seres cuja vida se resume apenas em vagar e sentir instintos primários. Doravante, parece que estamos nos tornando atores reais dessa trama.
Vagamos por entre estereótipos e dizer "Bom dia" parece sem sentido, já que podemos descrever como será o dia e a noite. Sabemos que nesse dia, temos que confiar pouco nos demais, se precaver dos demais, nos individualizar mais ainda. porque algumas pessoas são "boas" até o momento em que seus interesses não são ameaçados.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"O procurado"


Nesse domingo, fui, com meu queridinho Artur, assistir ao filme "O procurado" com a bela Angelina Jolie (bela, mas estática enquanto expressão).

Um filme de ação, cuja trama, tentava enganar laboriosamente nosso Q. I mas. Sendo franca, muita gente morrendo e cenas de tortura absurdas...

Eu questionei ter sido essa nossa única opção de lazer, pois realmente acho o cúmulo pagar para ver gente morrendo, ainda se fossem terríveis aliens.

Foi-se a época em que eram os bandidos que morriam, cujos mocinhos só atiravam em defesa própria ou de um ideal do qual acreditavam muito... Geralmente, os bandidos de épocas passadas eram idealizados como terrivelmente maus, perigosos e tinham cicatrizes na face.

Enfim, um absurdo nossa espécie, pagar como um dia pagaram no Coliseu romano, comendo pipocas, para ver pessoas se degladiando, se matando...Isso é tão comum na vida real, tão repudiado, porém tão enfatizado pelo cinema..

Parece que temos o mau dentro de nós, o vilão que as vezes se mascara de mocinho de filme...

Quando descobri que os gregos preferiam o gênero Tragédia me assustei, agora não mais...

sábado, 23 de agosto de 2008

Um nome para chamar de teu...


Coisa trabalhosa, especialmente quando em sete anos já é a sétima mudança....
As vezes até penso que "sou de lugar algum", como dizia a música dos Titãs.
O difícil da mudança nem é tanto o trabalho de encaixotar, desencaixotar, cortar mãos e acomodar todos...
Mas é perder um monte de coisa, pois o cérebro não acompanha a velocidade do tempo que nos espreita...
Bem, perdi meu RG e esse bendito papel é o que nos rege socialmente...
Sem RG, não podemos ir aos bancos, comprar a crédito, ir a alguns lugares e ainda nos olham como se fossemos "fantasmas vivos", não diria zumbis, pois estes são muito mais feinhos...
Sabemos nossos nomes, temos ideia de tudo que já fizemos, desde os três anos de vida, mas nada adianta se o papel plastificado não confirmar....
Deveriam encontrar forma mais prática de nos identificar, assim como um chip ou uma impressão de polegar digital ou deveriam nos chamar de X, WY ou XC, mas preferem o papel, que inclusive pode ser falsificado...
Também gostaria de saber se é o nome que me faz ou eu quem faço um nome?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

July

Enfim mudei de casa e mudança realmente é trabalho braçal, atinge nossos limites físicos e emocionais...
Além do trabalho, quase sem fim, chuveiros não costumam funcionar de imediato, lâmpadas se quebram, parafusos de camas somem e cachorros Yorkshires, como a nossa July, escapam por um pequeno espaço da porta, entre-aberta, e a gente só percebe quatro horas depois do ocorrido.....
Ai, além de todas as ocupações em casa, no trabalho, nos bancos que aguardam, contas à serem pagas, ainda temos que parar o que fazemos para procurar uma cachorrinha e esse é um dever moral necessário, principalmente vendo a Letícia passando a noite chorando...
Eu dizia para a Letícia que animal é assim mesmo, que o unico que conseguiu se auto-trancar atrás de paredes e espaços curtos foram os humanos e sofrem por por isso...
Na extensão da lógica do cadeado ou da propriedade privada, os humanos, também privam pássaros, gatos e cães de liberdade, aliás, a raça humana, parece perita em escravizar.
A cachorra não escapou, ela apenas queria ocupar partes do espaço vital que existe na terra, ela não tem que seguir convenções e nosso vão desejo de posse, legado de ações egoístas, é o que de fato nos faz sofrer. Será que só conseguimos amar aprisionando???
Porém, a Letícia não se convenceu muito com minha argumentação e continuei a procurar a July. Disseram que não a encontraríamos mais, mesmo assim, distribuímos cartazes, conversamos com muitos. Doravante, graças à gentilezas de pessoas cooperativas, ricas no âmago do Ser, reencontramos a July, com uma pessoa maravilhosa, que já tinha até dado banho, tosa..etc..
A cachorra estava tão bem que temi que não quisesse voltar.....
Tudo resolvido, agora volto a fazer as arrumações e tentar dar conta de todas as atribuições diárias, dessa vez, tendo que prestar mais atenção nas portas entre-abertas, por elas podem passar meu mundo.
Agora, a Letícia sorri...
E eu também, mesmo não entendendo porque a humanidade tem desejo arquétipo de pegar para si aquilo que, esteticamente, é considerado bonitinho....

domingo, 3 de agosto de 2008

Ane, a compradora

Hoje, Ane, uma colega, me disse que estava tentando comprar uma tv de plasma à prazo, coisa que nunca tinha feito, pois era do tipo que só comprava quando tinha o valor total do bem...
Porém, nos últimos anos, analisou que já que a vida é curtíssima e os planos de crédito são longos, então talvez fosse o momento de rever seus conceitos...
Na verdade, todos esses planos que possibilitam a aquisição de qualquer móvel ou imóvel, são ferramentas de agiotagem (que nunca teve tão em moda) ...
Quando compramos a perder de vista, pagamos juros que incluem chances remotas de você perder o emprego, se tornar um inválido repentinamente ou morrer..
Do ponto de vista de quem compra por esses meios, a questão é o imediatismo, a ansiedade para se ter o bem de consumo e não de ter que esperar a grana da aposentadoria para tal fim.
Assim, parece que duas partes distintas se encontram, embora nelas existam uma superior e bem mais forte, o comprador e o financiador..
Sempre disse aos meus alunos: "- Matemática é fundamental para sobrevivência"...
Se todos entendessem de continhas de multiplicar e dividir, de tangentes, de área, talvez o capitalismo industrial não tivesse sido fundado...
Com a matemática até o excesso de lixo no planeta diminuiria, tornando a qualidade de vida melhor...
Não precisamos de muito que consumimos diariamente..Por outro lado, precisamos de valores como o bom senso.
Se analisarmos quantas pessoas honestas existem, com certeza são maioria, porém nunca estão em evidência...
Poucos comentam das filas intermináveis das lojas e dos bancos, onde a maioria está é pagando ou fazendo depósitos..Se privam de vários gastos necessários à sobrevivência, para poder manter seus acordos e pactos..
Honestidade é uma obrigação, talvez por isso não notada, sem mérito maiores..
A unica coisa que talvez falte para os muitos honestos, seja a visão prática da coisa, ou seja, não precisam consumir tanto..Precisam apostar mais na própria criatividade, gerenciar seus gastos com menos consumo e ajudar mais as pessoas que não estão em situações melhores...
Minha colega já tem TV, mas quer uma de plasma..Para ter o bendito crédito precisa de referências comerciais, três nomes de onde comprou, três pessoas que possam lhe dar indicação pessoal, CIC, RG e tempo de conta bancária..
Ela se ofendeu por tanta burocracia..No entanto, como comércio trabalha com o público e é impessoal, então ela é somente um número que pode gerar lucro, conforme sua potencialidade..
Na verdade, se ela pensasse melhor, talvez preferiria manter a antiga tv de tubo, que funciona bem e tem uma imagem ótima e o prazer nisso é que ela não deverá nada...
Creio que nos últimos tempos, não existe prazer melhor do que não dever, aliás isso vem se tornando uma odisséia.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Verdade oculta

Hoje houve planejamento na escola e lemos o poema "A verdade" de Carlos Drummond.
Penso que todos se emocionaram ao sentirem-se forçados à uma auto-análise..E toda a vez que fazemos isso, sentimos um misto de dor de reconhecimentos de erros passados e prazer por ter conseguido percebe-los ...
Como estou relativamente poética hoje citaria também Fernando Pessoa que disse: " - Pensar é estar doente dos olhos"..
Nossos olhos são quase sempre externos assim, quando conseguimos sair da miopia de nosso interior, ardemos numa visão que nos coloca em xeque, além das circunstâncias comuns ...
Com certeza, se fosse possível a todos uma visão total do próprio "Eu", o mundo seria mais fraterno, mais solidário...
Por hora, devemos nos contentar com esfínges mitológicas que sempre evitamos decifrar..

sábado, 26 de julho de 2008

Cruzando os sete mares através de uma porta...


Bem, enquanto minha meditação, inspirada no Best Seller "O Segredo", de obter uma casa em Palm Beach, não funciona, estou cá procurando uma nova casa de aluguel...e digamos, procuro uma no valor aproximado de $ 600,00...visto que já moro em uma de $800,00..

Porém, está deveras complexo, pois verdadeiros cortiços, com telhados ruins, fachada de filmes trash, estão nesse valor. Sem contar que está existindo algumas exigências do tipo: " - Cachorro não pode e criança também não!" (nem consigo imaginar o que seria se as exigências progredissem).

Isto tudo porque temos as Leis Federais e até internacionais de proteção ao animal (incluindo o doméstico) e o Estatuto da Criança e do Adolescente que diz, entre outras coisas, que criança é prioridade dentro da nação. Sem contar a Constituição Federal que diz assim: "Cap. I – Dos direitos e deveres individuais e coletivos/Art. 5: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil a inviolabilidade de direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes".

Todavia, é tal o desespero dos proprietários modernos e urbanos, que qualquer lei se torna menor.

Na obra "Éramos seis", de Maria José Dupré, evidencia-se uma casa, majestosa para comportar uma família de seis pessoas. Ela é financiada e simplesmente eles passam a vida pagando, passando necessidades diversas para alcançar esse fim...E o fim é alcançado mesmo.

Quando enfim a casa é quitada, a família já não existe, foi desintegrada pelo tempo: dois morrem, dois se casam para fugir da situação de miséria, um vai para a guerra por idealismo e irreverência, a grande Lola, idosa, vai para o asilo e a casa, quitada, sobra solitariamente...

As pessoas personificam suas construções e dão lhe a vida que não elas mesmas não têm. Tornam-se desesperadas por um bem que não se movimenta, por isso o nome trágico : Imóvel.

Houve época em que o Ser humano migrava, atravessava continentes e assim acabou descobrindo que não existiam grandes monstros devoradores. Não obstante, alguém teve a excelente idéia de se fixar próximo a um rio e formar aldeias. As propriedades começaram e deixamos de ser nômades para ser sedentários, acreditando que uma propriedade basta para se ter "tranquilidade". As fronteiras só aprimoraram o instinto arquétipo de defesa de território tal como fazem os gorilas ou os rinocerontes.

Uma pena que, com a evolução social, deixamos a desejar na evolução animal, pois deixamos de cruzar os oceanos para viver em formas geometricamente talhadas. Não tememos mais monstros marítimos, mas bandidos de nossa mesma espécie que assaltam ou violam nossos direitos...

Os pais querem deixar propriedades para os filhos, deveriam deixar cultura e boa socialização para que, se um dia, alguém saiba cruzar o oceano novamente..
E agora tentarei mudar de meditação, Palm Beach deve ser um tédio, melhor Lisboa, onde qualquer trem, sem muito custo, mostra várias maravilhas visuais...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Paz de espírito aos homens de boa vontade

Ufa! Enfim a sensação de ira passou e veio uma relativa paz..
Dizem os budistas que buscam a "ataraxia" , ou seja, a imperturbabilidade da alma, que a paz de espírito só é alcançada quando conseguimos neutralizar desejos e paixões...Sem prazer, não há dor também e salientam que essa sensação é uma das melhores..
Como dizia Sócrates "O corpo é o cárcere da alma". Dessa forma, estamos aqui presos a desejos como fome, sexo, poder e talvez não nos seja possível, nessa condição, ter a percepção do "todo" e sim apenas de "partes". Portanto, quem pensa muito, acaba descobrindo o quão fragmentados, em nós mesmos, somos...
Pessoalmente, acho que uma vez nascidos, será difícil escaparmos ilesos dessa situação..pois somos condicionados à isso, condicionados à aparência das coisas.
As vezes um gostoso sorvete resolve nosso problema, como também um simples "não fazer nada" . E por falar nisso, hoje não trabalhei de manhã, julguei que precisava dormir mais e assim o fiz (acho que resolveu)..
Agora a tarde, farei uma viagem de uma hora e meia para Tatuí e aposto nessas situações de sair da rotina, mesmo que tenha que enfrentar uma estrada repleta de caminhoneiros...
Quando comecei a dirigir, francamente achei que não teria coordenação motora suficiente para guiar um carro em meio ao trânsito, ao estress, etc. Acreditei, inclusive, que jamais utilizaria a minha carteira de habitação, aliás já bati muitos carros por distração, o que parou de acontecer já há um tempo, devido à Santa Experiência (sempre realiza milagres) e agora cá estou e minha carteira, inclusive ela está prestes à vencer...Na verdade, quem venceu fui eu...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A Ira

Nossa! Acho que estou em franca TPM, pois não acordei de bom humor, são quase 1:00 h e continuo nervosa ou inconformada...
Evidente que cada um justifica sua ira como pode. A maioria atribui ou ao seu ambiente ou à fenômenos bioquimícos...Várias coisas nos governam e nosso livre arbítrio é uma farsa da literatura medieval ou talvez, nosso Eu, seja a síntese final de tudo..
De qualquer forma, minha capacidade de raciocínio hoje é deveras limitada...Gostaria de tomar a pílula da alegria, pensando que deveria existir a pílula do zen-budismo...

domingo, 20 de julho de 2008

Procura-se casa!

Meus cartões de crédito e débito não andam exatamente bem..A política de impostos do país também não anda bem, sem contar na crise de alimentos mundial e na crise econômica, quase inédita, dos Estados Unidos..
Mas qualquer desespero nessa hora, só deixaria adrenalina inutilmente jogada e acredito que ainda precisaremos dela por motivos, digamos, mais nobres..
Quase todos que conheço da Classe média, se sentem entre juros e impostos concuminantemente e com a necessidade implacável de comprar uma casa na praia...
Não é meu caso, pois não tenho casa ainda e precisarei ter, já que precisamos, ao menos, de um espaço territorial para dizermos: "É meu!", "Consegui", "Agora serei feliz", etc..etc..
Parece que todo chão tem um dono e por ele, desde os primórdios, a humanidade luta, morre ou mata...
Esse chão parece implicar segurança e estabilidade. Depois que o homus faber saiu das escuras cavernas (seu primeiro chão), começou sua individualização, da parte maior que são as bandeiras internacionais à parte menor que é o nosso quarto..
Nossos vizinhos são sempre distantes (embora necessários) e nossas casas (mesmo as alugadas) estão se transformando em mini fortalezas, onde acreditamos sermos livres.
Saímos das cavernas, construímos aldeias, vilas, cidades, arranha-céus, sem dizer que compramos, gastamos, nos endividamos,sem, no entanto, nos unir em prol de um bem comum..
Na verdade, parece que nunca saímos de uma crise..
Bem, feliz de quem tem cultura, não? Essa não se perde, não se rouba e não se extingue, aliás, é preciso de "cultura para cuspir na estrutura" (como diria Raul Seixas)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A lua e eu


Hoje fui ao Shopping Tivoli, em Santa Bárbara do Oeste, sendo que antes, eu e as crianças, fomos ao Observatório local, aqui de Americana. Deu para ver o planeta Júpiter (inesquecível) e a lua cheia de perto (disseram que seu brilho atrapalhava a visão das estrelas)...
Não pude deixar de pensar: Há muito sonhamos com estrelas e pisamos no que exatamente?
No Shopping, local escolhido pela maioria da classe média, pelo caráter segurança e compra tranquila, a gente se alimenta, contempla vitrines, vê pessoas que se vestem quase que da mesma forma e filmes com traillers alucinantes.
Pensando nesse consumo todo, não é difícil projetar onde tanto lixo produzido por gerações irá parar. Provavelmente o setor reciclável não dará conta..
São muitos copos de plásticos, muitas latinhas de coca-cola, muitos tickets de cartão de crédito e débito e muitas bitucas de cigarro. Nossa espécie talvez chegou no auge de seu poder de comprar...
Existem projeções, principalmente a do Sr. Algor, eco-político plantonista, que denuncia que nos próximos anos, talvez a máquina com que digito, não mais tenha utilidade e pior, não poderemos mais ver o brilho do planeta Júpiter e seus dois anéis..
Em pensar que Galileu enfrentou um tribunal austero e foi confinado em sua casa porque queria provar o heliocentrismo..
Acredito que esse italiano, fascinado pelos céus, viu bem mais do que nossas gerações que têm celulares e TVs de plasma mas, que perderam a perspectiva do encanto gratuito de ver partes do universo e de ver um pouco mais de perto a lua, em um céu ainda não poluído..

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O corpo, o cárcere e o recesso escolar que não terei


Hoje é meu primeiro dia "quase férias", quer dizer em virtude de uma ligeira greve, nós da administração escolar, ficamos sem recesso. Pensei, por que um ser humano tem necessidade de parar se tudo no universo é movimento?

Bem! Talvez as pessoas parem ou queiram parar porque estão cansadas da "mesmisse" e a rotina nos leve ao tédio, ou, talvez decidimos parar quando o corpo, até por ter significativas partes mecânicas, mesmo não sendo mecânico, se canse...Se canse de sempre ter feito o mesmo ou simplesmente de ter feito demais, produzido ou ficado a espera por longos tempos ...

Nas academias exigem o corpo, no trabalho também exigem esse corpo. Nosso "Eu" também exige esse corpo, será que não há um momento em que ele diga: "Me permitam envelhecer, cansar, repousar, morrer, pois já dei meu tempo ao mundo!"?..

Sempre acreditamos saber tudo sobre o nosso corpo, desde seu nascimento. Tentamos controla-lo e condiciona-lo. Tentamos impor a razão e o que concebemos como correto sobre ele e nunca ouvimos suas necessidade além da fome, do sexo e da estética...

Ele tem linguagem própria e sabedoria desconcertante à luz da razão.
Ele é um ótimo especialista sobre si próprio, quando sente necessidades, nos enlouquece até ser atendido, sabe o remédio e sabe como se curar... Quanto mais estudamos, articulamos, mais se dificulta a comunicação entre corpo e mente..
Sócrates dizia que o "corpo é o cárcere da alma", mas o corpo é tão eficiente que nos causa simpatia plena, não?
Acredito realmente que ele é um cárcere, porém bem planejado e camarada, que faz de tudo para causar nosso bem-estar..Sem dizer que a maioria não quer ficar sem esse cárcere..

É muito provável que esse corpo, para uns orgulho, para outros vergonha, saiba também quando deva parar, embora não respeitemos todas suas vontades, assim como seu envelhecimento natural e esperado, digno de quem cumpriu, da melhor forma possível, todas as penas impostas desde o início da civilização...
Eu tenho 39 anos, sinto partes desse corpo querendo parar e outras ainda em forma. Não obstante, gostaria de dar o merecido descanso na hora em que ele assim o exigir..

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Filhos

Tenho duas crianças, Caio e Letícia. Eu os protejo e quase nunca sei a dosagem disso.
Meu instinto de mãe se desenvolveu aos poucos, não foi automático. Dai fico pensando em erros cometidos no passado, do que era correto ou não.
Eles brigam muito, talvez por diferença de sexos, talvez por ventura do horóscopo, ou, talvez porque a socialização não dependa somente de hormônios, mas da experiência.
Vendo noticiários, todos nós tememos pelas nossas crianças. As previsões globais não são tão boas: as mesmas disputas territoriais, excesso de pessoas no planeta, lixo em demasia até o ponto de não ter mais aterros, porém, ainda permanece forte, a necessidade de propagar nossos genes.
Doravante, filhos são mais do que continuação de DNA, são projeções narcísicas. Em um determinado momento sempre tentamos "entrar" dentro deles e viver por eles.
Logicamente, existe a época natural da separação, como na música da Madonna "Papa dont Preach", mas estamos tão acostumados a termos alguém para governar que nos chocamos com qualquer ameaça de revolta em nosso lar.
E antagonicamente, paralelo aos que super-protegem, o pós-modernismo nos levou para um individualismo exacerbado, onde a própria família exclui seus filhos..
O mundo do trabalho não "comporta" crianças, a menos que elas confirmem a expectativa de seus pais.
Sei que essa prática anti-existencial irá mudar, talvez quando diminuírem o número de crianças nos lares e quando o trabalho da mulher, ou do homem, dentro de casa for valorizado, mais do que a prática de ter dois ou três trabalhos, para ter dinheiro e poder consumir o que virará excesso de lixo um dia...
Eu só tenho dois filhos e vejo a complexidade de criá-los. Sei que devo orienta-los para o mundo, pois este é muito maior do que eu. Por hora tentarei resolver o problema de respeito entre irmãos na mesma casa..

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Corpos incorruptíveis

Durante esses dias eu andei vendo no Youtube, talvez a partir de uma parte mórbida em mim, os chamados "corpos incorruptíveis", ou corpos que chegam a ter séculos, mas não se decompõe. NO Catolicismo existem vários, como da beata Bernadete na França. Dizem que Fernando Pessoa tinha também seu corpo intacto, 50 anos depois de sua morte.
Interessante tentar entender o corpo físico como autônomo, como se respirasse sozinho, mesmo já sem vida motora.
Não sei se existem condições químicas que possam favorecer isso ou se é nosso destino nos tornarmos pó...
Complexo olhar para um espelho e ver o tempo lógico da carne assim como é deveras difícil, olhar para um corpo frio e inerte e pensar por que ele não acorda?
Todavia nosso corpo cumpre diversas funções pelas quais dificilmente recebe gratificações: Quem já prestou atenção em seus dedinhos do pé? co-responsáveis pelos nossos movimentos e de nossa corrida matinal..?
Um corpo em decomposição nos mostra que está morto pela aparência? Mas, não existem pessoas vivas que parecem andar com corpos mortos?
Realmente nossos olhos, vivos, procuram por iguais, por semelhantes embora possam se enganar...

terça-feira, 10 de junho de 2008

O futuro de um adulto

Na sexta-feira, um aluno temperamental comentou "Meu futuro é o que me importa". Ele tem 16 anos e eu fiquei aqui a pensar...
Quando eu tinha 16 anos, pensava que o futuro era me tornar adulta, casar, procriar, trabalhar, etc. Tudo isso veio. Talvez dizer que o futuro é envelhecer não seja pessimismo.
Se entendermos como, na política neo-liberal, que o futuro gira em torno de objetivos e metas, então o futuro cai no que Shoppenhauer diz que é dor e tédio. Mas, se a gente entender que o futuro de qualquer forma, vem, então somos apenas simplistas.
Estranho, tudo em nós é tão complexo, por dentro e por fora. Assim, por tabela, complexamos os anos que ainda não vieram e por mais que possamos prevê-los, pouco ou quase nada, acertamos.
Envelhecer é o futuro real que não ousamos imaginar. Olhamos ao redor prédios milenares, porém, nós mesmos não conseguimos nos imaginar centenários...
Envelhecer é como perder dignidade ou identidade.
Com as novas tecnologias e hormônios sintetizados, talvez a gente extrapole com essa aparência, talvez ela até possa durar bem mais. Não sabemos ainda o que seria chegar aos sessenta anos firmes, totalmente esbeltos e prontos para trabalhos diversos (será que ainda teremos o tempo de vida funcional prorrogado?) . Viver tanto tempo (com ajuda da medicina), nos predispões à idéia de sermos belos por mais tempo.
A aparência pós-moderna tenta se sobrepor à natureza justa e clara, em princípios, e desse embate surge a reflexão: Como será o futuro de um adulto no sec. das Ciências?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Muito trabalho, pouco lazer

Hoje meu horário de saída era às 10:00 horas , sai às 10:15 h, mas não sei porque não gostei das caras de meus diretores que pareciam, por sua vez, não terem gostado do horário que eu estava saindo.
Essa escola ainda é legal no ponto em que notam nosso bom trabalho, porém houveram outras que por mais que fizéssemos era como não ter feito nada.
Isso também me ocorreu na infância, por mais que eu fizesse estava lá a minha mãe totalmente descontente.
Também trabalho aos finais de semana, das 9:00 h às 13:00 h, num Programa chamado Escola da Família. Lá é muito bom, cheio de universitários cansados, mas esperançosos. Todavia, só vejo o namorado nos horários que sobram e que não estou dormindo.
No séc. XVIII e no Brasil até Getúlio Vargas as pessoas trabalhavam até as 18 horas, também não eram notadas e não tinham muitos direitos trabalhistas. Então vieram leis e regulamentaram o trabalho, antes servil, agora assalariado. Mas as pessoas modernas passaram a trabalhar menos? Por um tempo sim, mas depois a vontade de ter carro, casa, terreno, roupa, jeans, etc foi maior e por livre desejo, todos resolveram ter mais de um trabalho e menos horários para o lazer.
Diz na música do Skank que “O caminho só existe quando você passa”.
Na verdade, nós escolhemos trabalhar e trabalhar muito, acreditamos que a qualidade de vida só pode melhorar se o dinheiro vier. Lazer hoje é quase vagabundagem..

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Comunicação

Comunicação
Volta do feriado, volta ao trabalho..Uma luta fazer as crianças levantarem às 6:30 h para ir para a escola.Agora em casa, antes de deixar a casa em ordem, estou tentando resistir a comer um chocolatinho que provavelmente é passaporte para uns 2 quilos a mais.Não sei se sou difícil, se somos difíceis ou se a espécie humana é difícil. Depois de muito escolher e ser escolhida, agora na chamada Idade da Razão onde é o cortex frontal que guia ações e não mais hormônios. Eis que surge um relacionamento.Tudo é muito bom, embora eu e ele somos difíceis, todos nós queremos manter nossas razões, não é? E na difícil e inútil arte de tentar manter nossas opiniões, as vezes perdemos pessoas.Dizem que todos os casais, mesmo não casados, se contestam. Interessante que quando não há mais contestadores parece que perdemos nossa razão de existência.Muitas pessoas se auto-isolam sem saber pois chegam à um plano de divindade onde todos os demais são "menos"..
Interessante que se você perceber a anatomia do cérebro por ex., verá que não adianta existir bilhões de neurônios. Se eles não se comunicarem ou interagirem o orgão perde sua função ...Tudo é questão de comunicação...Muitos amores partem frustrados sem saber o quanto foram amados...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O Segredo pós-feriado


Hoje é pós-feriado, acordei as 9:00 h...
Fiz aquela mentalização descrita em "O segredo". Aquela onde imaginamos uma casa de U$ 1.000.000,00, um carro importado Honda, ponta de linha, todas as dívidas pagas (os antigos credores agora te paparicando), uma renda em holerite de R$ 10.000,00, um emprego onde não precisa mais se morrer em combate, os impostos brasileiros baixando para a classe média, um corpo malhado, ou seja, tudo que no momento é impossível...Segundo os partidários das leis das mentalizões ou das planilhas de meta, todo desejo é perfeitamente possível.
Estes partidários dizem que o mundo é de todos e que tudo que existe aqui pertence à todos.
Bem, se você analisar a Bíblia, ela diz: "Os humilhados serão exaltados e os exaltados serão humilhados", "Confie em mim, teu Deus"...
Historicamente essas premissas procedem. Veja os Egípcios governaram o mundo por 5.000 anos. Mandaram, desmandaram, escravizaram os judeus...Além deles, a idade média também os escravizou, os roubou, etc e agora eles estão no poder e Israel é o Estado mais forte do mundo, afinal desde a década de 60 luta contra o mundo árabe e vence...
Agora os americanos estão em crise econômica, algo que o mundo do senso comum nem tinha como imaginar. Sem dizer que pode ter uma pessoa afro descendente, Obama, na presidência, depois de tantos mártires como Martin Luther King e da Ku-Klus-Klan.
No Brasil a antiga esquerda, tão perseguida, está no poder. A antiga direita, tão cheia dos mandos na década de 60, está sem poder algum ..
Sem dizer que hoje qualquer pessoa, em décadas anteriores condenadas ao esquecimento, pode ter seus dez minutos de fama por canais como Youtube e Orkut. E tudo sem ser que milionário, o que de certa forma tira a fama de artistas como Brad Pitt ...
Realmente precisaria que o "Segredo " desse certo ao menos no salário, a casa de R$ 1000.000,00 posso esperar mais...Quem sabe essa página seja lida um dia?
Finalizo com uma frase do famoso mais gracioso que pude ler, Millor Fernandes: "Ditadura é quando você manda, democracia é que quando eu mando".

http://br.youtube.com/watch?v=3SE66N-S3rc

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O escorpião

Era já para ter ido buscar as crianças na escola. Não fui pois estão os dois em recuperação (até parece "Eduardo e Mônica" do Legião Urbana)
Sou astrológicamente nativa de Escorpião. Humm! Alguns dizem que somos rancorosos, vingativos e nada esquecemos. Mas, que são somente os escorpianos?
Não sei!
Na minha infância eu ficava muito irada com as atitudes dominadoras de minha mãe que usava o psicotapa como instrumento de correção. Ela não permitia questionamentos. Ela também não permitia que chorasse quando batia, o que me enfurecia internamente. Meu pai era da mesma forma dominador, mas quase não nos falávamos porque realmente nunca tínhamos assuntos...
Ai eu ficava pensando numa futura independência, assim como também pensava na morte enquanto libertação.
Na adolescência continuei remoendo tristezas da infância. As vezes achava que em casa já havíamos chegado no limite de nosso relacionamento e eu deveria partir..
Depois que comecei a trabalhar de certa forma as coisas mudaram. Interessante o dinheiro, mesmo que seja salário mínimo, muda muito os relacionamentos. Até hoje não inventaram sedução mais rápida, porém talvez não eficiente.
Acabei me casando as 23 anos, tendo duas crianças e me divorciando aos 30 anos. Resolvi tentar voltar para a casa materna, mas fui recusada. A raiva infantil esquecida novamente voltou..
Mas por fim, acabei mesmo sozinha, superando uma depressão de quatro anos, voltando ao trabalho e caminhando até a independência econômica. Posto isso, voltei a ter contato com minha mãe, já que meu pai faleceu em 1995 e até poucos dias antes nada tínhamos a falar.
As vezes penso que demos o "azar" de termos gênios fortes, mas as vezes não sei o que pensar.
Não sei mas nunca consegui esquecer mágoas ou diferenças trocadas. Não gosto de ver alguém que me destratou passando pelo mesmo processo, porém confesso que fico feliz quando vejo que houve justiça.
Difícil ? Narciso só acha belo aquilo que é espelho. Só vê as mágoas causadas, no entanto, não se lembra do que já causou.
É muito difícil uma auto-análise. A crítica mais fácil é sempre em direção aos outros.
Será que nosso gene é mesmo egoísta?
Bem eu fiz essa pergunta: Sou egoísta?
Muita coisa acontece como torturas, estupros, violências de toda a sorte e eu me lembro de coisas de 30 anos atrás? Sim, eu me lembro porque talvez tenha uma parte egoísta mesmo. Nietzsche dizia que se seu dedo dói pouco importa que a mão de teu amigo esteja decepada. Parece que fomos projetados para a auto-sobrevivência onde o outro só tem valor se oferecer algum tipo de ajuda.
Não sei dizer se a astrologia está correta ou se acreditaria mais na Astronomia..Mas, ao menos também dizem que os escorpianos são famosos pela sensualidade e não apenas pelo rancor....rs
http://br.youtube.com/watch?v=KjQ2k1hU5aQ&NR=1

terça-feira, 20 de maio de 2008

Da adolescência sobrou as músicas..


20 de Maio de 2008

Hoje, corri no trabalho, cheguei e em casa e em 40 min tive que limpar ao menos o emergente em casa para correr e ir buscar as crianças na escola D. Pedro II. Dai não dava mais tempo para fazer algo para comer..Fomos então num "sucão" onde comemos o que não podemos: salgados e frituras . Ah! E tomamos sucos. Na verdade, assim gasto bem mais porém como fazer se não dá para fazer?
Agora aqui em casa com a Letícia e o Caio, comentamos sobre minha época de adolescência e de suas músicas. As músicas da década de 80.

Nunca pensei rever meus ídolos no Youtube e poder até ordenar quais iria ver primeiro.

Minha geração lamentou as informações que não teve sobre sexo, alguma castração, a chegada da depressão por não entender coisas que os adultos não falavam..Mas éramos ao menos felizes nas músicas com bandas como Legião Urbana, Gang 90 e outras..

As músicas nos deixavam contentes..Davam moldura às nossas paixões. Faziam a espera do garoto se tornar menos exaustiva..

Na minha época existia uma sorveteria de nome Brunella e outra de nome Castelo..eram nossas sensações em Campinas. O encontro dos adolescentes da mesma tribo. Eu sofria muito porque meus pais não deixavam sair de casa e todas as vezes que eu ia era escondido e rapidamente. A impressão que eu tinha na época é que via a vida como novela que passada fora de minha casa.
Na escola eu tentava criar minha liberdade. Passei do matutino para o noturno. E com a noite, com os colegas acho que conheci um pouco da essência animal de ser livre. E depois entendi que a liberdade continua em suas consequências a posteriori..Exemplo: Aprendi a fumar, geração Hollywood. Na época esse era o grito de guerra, de independência, de inclusão em um novo grupo (0 dos amigos). Bem, somente depois dos trinta descobri que a Cia. de Cigarros, as megas empresas é que financiaram nossa independência a juros que parece que nunca acabamos de pagar..
Eu acreditava que perdia muito. Me lembro de um garoto, apelidado de Tutu nas épocas de colegial.
Francamente, só na idade adulta descobri que o esperar é inútil e que as dores nunca são demais ou são sempre pequenas ..
Porém é nessa fase conturbada de transição hormonal e econômica que juntamos a bagagem que nos acompanha até hoje.
Adolescência é um período muito frágil todavia com sentimentos inegotáveis que um dia se transformam em lembranças...
Quase toda a mulher pretende regressar ao tempo em que a estética era natural..mesmo sabendo que é o agora que nos faz mulheres. É difícil voltar aos 45 quilos. Quase todo homem deseja a fúria ingênua que tinha aos 16. Não se volta aos 16.
No entanto, podemos voltar a ter as mesmas sensações ao ouvir as músicas:




Lá pelas 18:30 voltarei correndo para o trabalho. Deixo para ir em cima da hora, eis meu erro organizacional, e irei com uma música dessas na cabeça...