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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Velho índio guerreiro: Ressuscita!


Estávamos em meados de 1978, eu tinha quase 10 anos, entraram na minha escola alguns homens alegres e educados. Pediram licença à professora e nos deram gentilmente 3 canetas, uma régua e um chaveiro, todos de um time de futebol que eu desconhecia. Era o Guarani!
Adorei os presentes e a partir daquela data me tornei fã incondicional daquele time, mesmo não entendendo bulufas de futebol e nem de pessoas que eram presas porque, segundo minha mãe, "tinham falado mal do governo".
No início foi difícil manter essa torcida única dentro de casa, pois todos lá eram ponte-pretanos. Diziam até que criança se vende fácil, onde já se viu se tornar fã de um time porque ganhou umas canetas, uma régua e um chaveiro?..Ah! Eles não entendiam que eu nunca tinha ganho nada numa escola e nem só de notas e conceitos vive um filhote.
Mesmo com críticas, me mantive fiel à esse time até porque foi o único que pensou na época em presentear seus futuros torcedores..
Eu soube naquele mesmo ano que meu recém time havia se tornado campeão e fiquei triste porque minha família se recusou a assistir o final do Brasileiro pela TV..
Fiquei também fã do Neneca e do simpático Zenon. Achei o máximo um adolescente de 17 anos, apelidado de Careca, definir nossa vitória..
O triste foi que, depois, fiquei torcendo e torcendo, mas, nunca mais vi meu time campineiro ser campeão..Disseram que era culpa de dirigentes..
Sobre isso aprecio falar que ainda quero viver o suficiente para ver meu bravo índio guerreiro ressuscitar e reunir todos nós, que já não precisamos mais ganhar mimos nas escolas, vencer...
Merecemos isso, pois 1978 é um ano longe demais..
Avante, avante o meu Bugre, que nós queremos vencer!! Um time que tem hino inspirado na obra artística de Carlos Gomes não pode mais ficar de fora.

Um comentário:

Solageral disse...

Embora tarde, não poderia deixar de cumprimentá-la pelo belo depoimento. Avante, Bugre! Traga novamente o brilho e a felicidade da pequena Cecília de 1978 às novas gerações.